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De qualquer forma, as coisas iam bem. Uga preparava os alimentos, limpava a caverna e cuidava de Irg, o mamute de estimação do casal – que consumia um caminhão scania de ração por dia (não quero nem pensar na limpeza do jardim...). Contudo, mesmo casada com um partidão, tendo o seu próprio pet e vivendo num esplendor de caverna do Período Paleolítico (que, apesar de ser mais antiga, tinha uma arquitetura clássica e um aluguel muito mais em conta que as do Período Neolítico e que as do Jardim Social), Uga sempre tentava fugir. Pois é, há coisas que nem Freud explica. E cada vez que isso ocorria – que Uga tentava picar a mula, carpir o trecho, deitar o cabelo ou, como se dizia na época, esticar o pterodátilo – Grok a trazia arrastada pelos cachos de novo.
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