|
Se pensarmos em filmes ou livros de terror, a queda do totem heterossexual fica ainda mais explicita. Caso o leitor já tenho visto algum filme Crepúsculo ou aberto um dos livros da Stephanie Meyer, reconhecerá o estilo e o tema: menina fálica deseja, fetichiza e seduz vampirinho-donzela. Essa flor de vampiro não tem como objetivo morder a mocinha, mas sim protegê-la da sua própria libido, evitando mordê-la ou levá-la para a cama. (…) O que está em voga, enquanto metáfora de força sexual masculina, é o vampiro fofo – que usa cera no cabelo, apara as unhas e combate a palidez com bronzeamento artificial. Esse Drácula metrossexual em breve lixará os caninos no mesmo salão em que fez a sobrancelha – e não será surpresa encontrar por ali alguns dos jogadores da seleção brasileira de futebol, atentamente recebendo as instruções de seus hair stylists.
|