Literatura de Cordel
Literatura de Cordel
Literatura de Cordel é um tipo de poema
popular,originalmente oral e depois
impressa em folhetos rústicos ou outra
qualidade de papel,
vulgarmente conhecida no Brasil como
folheto.
O nome cordel está ligado à forma de
comercialização desses folhetos em Portugal,
onde eram pendurados em cordas ou
cordões,chamados de cordéis.
No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste,o nome cordel,foi herdado,
mas a tradição do barbante não se perpetuou;o
folheto brasileiro
pode ou não estar exposto em
barbantes.
Os principais assuntos retratados nos
livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas, milagres,
vida dos cangaceiros, atos de heroísmo,milagres, morte de
personalidades ,entre muitos outros.
As
publicações,costumavam ser vendidas em mercados e feiras pelos próprios
autores.
Ainda são vendidos em lonas ou malas estendidas
em feiras populares.
Em algumas situações, estes poemas são
acompanhados de violas e recitados em versos,
de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de
viola.
Um dos poetas da literatura de cordel que fez
mais sucesso até hoje foi Leandro Gomes de Barros.. Acredita-se que ele tenha
escrito mais de mil folhetos.
Vários escritores nordestinos foram
influenciados pela literatura de cordel.
Dentre eles podemos citar:
João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e Guimarães Rosa.
Alguns poemas são ilustrados com xilogravuras,
também usadas nas capas.
Xilogravura
Xilogravura é a técnica de gravura na
qual se utiliza madeira como matriz e
possibilita
a reprodução da imagem gravada sobre papel
ou outro suporte adequado.
É um processo muito parecido com um
carimbo.
É uma técnica em que se entalha na madeira,
com ajuda de instrumento cortante, a figura ou
forma (matriz) que se pretende imprimir.
Em seguida usa-se um rolo de borracha embebecida
em tinta,
tocando só as partes elevadas do entalhe.
O final do processo é a impressão em alto
relevo em papel ou pano especial,
que fica impregnado com a tinta, revelando
a figura.
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